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enflorescer:

“Acorda, amor, porque hoje a saudade veio me sussurrar umas palavras bonitas… Acorda, porque eu quero manter vivo tudo o que nós somos. Eu não era nada, eu sequer era eu, e o reflexo dos teus olhos claros me mostrou tudo o que poderia ser. Fiquei neles, essa é a primeira e definitiva ordem: eu sigo neles, não importa onde estejam. Eu vou me cercando de promessas que sempre repeli, e tão e somente por ser você, eu peço: me promete que o tempo, em outro tempo, volta? Me promete que o amor, em qualquer tempo, é nosso? Me promete que amanhã e depois ainda me olhará do mesmo jeito? Me promete que, se não fizermos promessas, você me ajuda a ganhar das impossibilidades da vida? Me promete que a vida nos prometeu? Acorda, amor… Eu tenho uma porção de mundos para viver nos teus olhos.”

Camila Costa

(Source: camilacosta)

ar-mor:

“Enfeite-se com margaridas e ternura e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim. Sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria.”

Carlos Drummond de Andrade   (via orvalhos)

(Source: c-a-n-a-r-i-o)

faz-sonhar:

“A que passo estamos? Começamos com o pé direito ou esquerdo, grandão? Eu sei que te quero para amanhã e um tempo mais, mas no nosso primeiro dia a gente saiu da cama com que pé? Aquele dia tinha, realmente, algo de especial? Um dia ele será lembrado como, amor? Posso comemorar ele por muito mais anos e quem sabe confirmemos que aquele dia foi, realmente, um dia de sorte, mas depende como você também acordou. E se você não acordou de bem com a vida e eu fui simplesmente uma obra do acaso que caiu do céu e pelo chão de esvairá? Se somos de polos iguais deveríamos nos repulsar, então azar com azar e nem sorte com sorte foi. Conclui-se então que um de nós foi o azarado e o outro o sortudo. E eu acho que você vou o azarado, desculpa. Mas por esse fato terás de que suportar minha permanência pois você me atrai, me provoca, me cativa, me excita. Fazer o que, né?! Azarado, depende do ponto de vista, serás porque eu te escolhi. Te escolhi para estar ao meu lado na igreja vestido de terno como manda o figurino, assistindo o parto dos nossos filhos (segurando minha mão, obviamente), me cuidando quando eu estiver doente e zelando por nossos filhos nas noites de chuva forte que eu também estarei amedrontada. Azarado ou não, você talvez teve sorte no amor (ou eu quem tive, ainda não me decidi). Você encontrou a mim (ou eu encontrei a você) e já não me importa mais a que pé estamos, o que vale é saber que estamos.”

(A que pé estamos? Direito ou esquerdo? Sorte ou Azar? - Gabi de Cinque)

(Source: rosasguardadas)